Porque pericia em telegram (condenar Mensaleiro) serve de prova, mas HACK não (Moro)?

 

A mídia vermelha (representada por Rede Globo e Folha de São Paulo), bem como certas “figuras conhecidas” do Direito Criminal tem abusado do desconhecimento do povo sobre temas legais, para espalhar uma propaganda: 

 

Ora, se o TELEGRAM/WHATSAPP serviram para condenar corruptos nos casos do Mensalão, por qual motivo não serviriam para condenar Moro por supostas violação Ética?

 

Quanto à suposta “violação ética”:

a) Primeiro, vamos ao mais importante: ao contrário do que dizem alguns, o CÓDIGO DE PROCESSO PENAL autoriza sim a comunicação entre Juízo e Promotoria, conforme se verifica nestes artigos:

 

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

Art. 156. A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício:

I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida;

II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante.

 

b) Segundo, trata-se de uma OPERAÇÃO JUDICIAL ESPECIALIZADA, comum na Justiça Federal, que trata de casos de altíssima complexidade, contra pessoas poderosas. Portanto, a opinião de certos juízes (acostumados com ladrões de galinha), não se aplica à complexa realidade das altas operações do mundo empresarial. 

 

QUANTO À VALIDADE DAS PROVAS 

 

  • Provas de TELEGRAM/WHATSAPP usadas pela Polícia Federal para condenar os corruptos do mensalão

 

  1. É muito simples, a Polícia Federal TEVE ACESSO aos celulares dos criminosos. Ou seja, havia uma PROVA FÍSICA, palpável, de um objeto que foi usado pelos próprio criminosos.
  2. Além disso, diversos desses aparelhos (Whatsapp) tem banco de dados salvo na “nuvem” (Google Drive), o que também permitiria checar as conversas.
  3. E, finalmente, e isso é o mais importante: HAVIA UMA ORDEM JUDICIAL, não apenas permitindo o acesso, como ainda a verificação foi realizada por peritos independentes do governo.

 

  • “Suposta Conversa” de TELEGRAM vazada pelo Site Intercept

a) Trata-se de um mero “texto” jogado em um site, que qualquer um pode ter editado;

b) Não há prova de que realmente veio dos celulares de Moro e dos Procuradores;

c) A única maneira de ter ocorrido, seria por meio ILEGAL, seja ele roubo/furto, seja ela acesso não autorizado (HACK);

d) Há claro INTERESSE por parte dos envolvidos em criar “factóides” para afetar Moro e sua campanha contra corrupção, já que o PSOL (Greewald é casado com deputado do PSOL) é aliado do PT;

d) Ainda que fosse verdade, os textos não revelam NADA em termos de ilegalidade.

 

Em outras palavras, mais uma vez GRANDES GRUPOS DE INTERESSES COMUNS se unem para DESINFORMAR O POVO. Querem tornar o maior corrupto da história da humanidade em um “Santo”.

A grande mídia vermelha tem trabalhado 24 horas por dia para derrubar o governo, e trazer de volta o reino da corrupção que destruiu nosso país. Cabe a cada um de nós lutar para que isso não aconteça.

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central, foi membro do Tribunal de Ética do OAB/SP (acusação), foi membro do  Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

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