LOUCO! Maduro posiciona mísseis na fronteira com o Brasil e bloqueia todo o espaço aéreo do Norte.

s300v

Maduro posicionou nesta quinta-feira Mísseis de Defesa Aérea S-300VM na fronteira com o Brasil. Os sinais dos radares foram ativados e captados por nossas bases militares e aeroportos da região. O ato de agressão ocorreu logo após o fechamento da fronteira.

O sistema S-300 foi posicionado na região do Aeroporto de Santa Elena de Uairén, que se encontra a apenas 11km da cidade fronteiriça de Pacaraima, no Estado de Roraima.

A Venezuela adquiriu os S-300 durante o governo de Chávez, que criou um sistema em camadas de defesa aérea desenvolvido pelos russos e é formado por:

 

Sistema de defesa aérea em camadas venezuelano:

1 – canhões de 20 a 40mm;
2 – MANPADS IGLA S (mísseis portáteis)
3 – S-125 Pechora 2M
4 – BUK-2ME Altitude
5- S-300VM 30 km Altitude e 300km de alcance

 

A Venezuela possui hoje o melhor sistema de defesa aérea da America Latina, pois é direcionado a se contrapor à clássica estratégia norte-americana de superioridade aérea. Sabendo que os americanos dificilmente lutam no chão sem ter total superioridade aérea, a estratégia visa detê-los.

 

JÁ ESTAMOS SOB AGRESSÃO INTERNACIONAL

Entenda o Decreto


O Decreto Nº 6.592, 02 DE OUTUBRO DE 2008, regulamenta o disposto na Lei no 11.631, de 27 de dezembro de 2007, que dispõe sobre a Mobilização Nacional e cria o Sistema Nacional de Mobilização – SINAMOB.

Nas disposições Gerais

Art. 2º A Mobilização Nacional conceituada no art. 2o da Lei no 11.631, de 2007, é a medida decretada pelo Presidente da República, em caso de agressão estrangeira, visando à obtenção imediata de recursos e meios para a implementação das ações que a Logística Nacional não possa suprir, segundo os procedimentos habituais, bem como de outras necessidades.

§ 1º São parâmetros para a qualificação da expressão agressão estrangeira, dentre outros, ameaças ou atos lesivos à soberania nacional, à integridade territorial, ao povo brasileiro ou às instituições nacionais, ainda que não signifiquem invasão ao território nacional.


 

Raio de ação dos mísseis. Corredor internacional aéreo bloqueado.

Agressão ao livre vôo

Ao posicionar suas baterias na fronteira com o Brasil, toda a região passa a estar ameaçada diretamente pelos mísseis de Maduro, colocando em risco a vida de milhares de pessoas que fazem uso daquele corredor aéreo, não apenas militarmente, como também para civis, que poderão ser vítimas de qualquer erro de cálculo de algum operador das baterias anti-aéreas de Maduro.

Em termos técnicos, pode-se entender isso como um ato de guerra, na medida em que restringirá o direito de voo em toda região.

 

 

 

Nossa defesa terra-ar é uma PIADA. Se restringe a canhões com décadas de idade, e mísseis de curto alcance portáteis…

O velho calcanhar de aquiles das forças armadas brasileiras.

Eu tenho os dedos gastos de tanto escrever sobre esse assunto (ausência de defesa terra-ar no Brasil). Desde a época em que era redator da antiga revista eletrônica militar A Estratégia. Nada mudou de décadas para cá. Hoje, a Venezuela demonstra na prática o grande poder e capacidade de restrição que esses sistemas de defesa aérea possuem, especialmente se usados em camadas (curta, média, longa distância).

Sem nada nem remotamente parecido com o que possuem os Venezuelanos, em caso de guerra, nossos homens terão de ir por terra, por centenas de quilômetros, para chegar próximo à fronteira, uma vez que o espaço aéreo é completamente dominado pelos venezuelanos.

 

Sistema de curto alcance, RBS 70.

A Supremacia aérea venezuelana

Ou seja, nossos aviões não poderão chegar perto, mas os deles teriam trânsito livre para bombardear impunemente nossas tropas, uma vez que não possuímos um único sistema de defesa terra-ar de média distância e, de longa distância, nem em sonhos.

O máximo que se chegou em anos recentes foi a “quase” compra do sistema móvel Pantsir, um comprovado sistema de defesa russo de curta para média distância, com grande atuação na guerra da Síria. Mas, por motivos desconhecidos, a compra não foi realizada. E nada se possui, a não ser alguns iglas (sistema disparado por um único homem, de curta distância) e um punhado de RBS 70, também de curta distância, comprados da Suécia, para defender todo o território nacional.

Já passou da hora de se investir nesse segmento estratégico. Aliás, em todo o reaparelhamento das FFAA. Ao contrário de outras áreas,  décadas são necessárias para se dominar certas tecnologias. Por isso, não há como se ‘improvisar’ com defesa nacional. Ou, quando precisarmos dela, poderá ser tarde demais para investir.

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central, foi membro do Tribunal de Ética do OAB/SP (acusação), foi membro do  Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

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