Demissão de Santos Cruz: Vitória para a coesão.

 

É fato, Santos Cruz é um militar de inegável capacidade de liderança, quando em combate. E uma referência inspiradora de seus subordinados, quando em combate. Basta falar de sua atuação no conflito no Congo, onde liderou forças da ONU no combate aos terroristas locais.

O fato é que quando não se conheçe o inimigo, tende-se a menosprezá-lo. Esse era o caso. Santos Cruz não tinha a visão da extrema-esquerda como uma inimiga declarada da Liberdade e do Brasil. Vídeos surgidos recentemente, mostraram Santos Cruz até mesmo falando em dar voz a certas ONG’s que claramente SE colocam como inimigas de Bolsonaro.

Além disso, pesou contra ele um certo “estrelismo”, algo comum a grandes personalidades, como é o caso dele. Me faz lembrar do grande General Douglas MacArthur, porém não é possível ter 2 caciques numa tribo só.

Pesou ainda não ter analisado as consequências de partir para a agressão de membros do governo. Ora, roupa suja se lava em casa. Se há um descontentamento, crítica, deve-se fazer dentro da equipe. E não indo para a impressa vermelha gerar discórdia, dando “assunto” para desmerecer o governo. Isso gerou desgastes inúteis para o governo, que foram comemorados pela oposição.

E, acima de tudo, Santos Cruz não é exatamente um homem de “direita”, está mais para centro-esquerda (PSDB, no estilo Mourão), algo que não combina de modo algum com aquilo que deseja a maioria gigantesca dos Brasileiros que elegeram Bolsonaro.

Em que pese a demissão, Santos Cruz sai do governo elogiado e de cabeça em pé, podendo, se quiser, trilhar futuramente carreira política própria. O governo ganhou, na troca, outro General igualmente capaz, mas com um perfil mais centrado e mais comedido. Algo que, nestes tempos em que os adversários buscam escândalos até em vírgulas, é absolutamente essencial.

 

 

 


 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO (15/11/1970), é advogado formado na Universidade Mackenzie, com extensão em Samford-EUA, atuou como advogado interventor em Liquidações Extrajudiciais pelo Banco Central, foi membro do Tribunal de Ética do OAB/SP (acusação), foi membro do  Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, sócio no escritório de advocacia Moreira Necho e Santos Couto Advogados, presidente do IBRIM – Instituto Brasileiro Imobiliário e fundador do Movimento Direita Livre, em 2013.

 


 

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