Advogada se casa com homem que esfaqueou a ex. E é morta a facadas por ele.

Angelina Guerreiro

Parece um caso surreal, mas é uma tragédia. 

O caso, investigado na Delegacia da Mulher de Curitiba, está sendo tratado como feminicídio, e o suspeito está foragido. A assessoria de imprensa da polícia civil local informou que Nilson tinha um mandado de prisão por outro homicídio, cometido em 1996. O órgão informou que, à época, a Justiça determinou sua internação num hospital psiquiátrico por incapacidade intelectual, o que nunca ocorreu. E não deu mais detalhes.

Angelina era considerada uma segunda mãe para estudante de história Ana Paula de Oliveira, sua sobrinha, de 20 anos. A jovem contou que a tia sabia desse mandado: ele teria atacado, também a facadas, uma ex-companheira, por não aceitar o fim do relacionamento. Mas sempre negou que tenha cometido o crime, e Angelina acreditou

Nilson era convertido à religião mórmon, não bebia, fumava nem usava drogas. “Não que a família tivesse conhecimento”, atenta Ana Paula. Mas agredia a mulher. Apesar disso, Angelina dizia sentir pena dele, motivo que a impedia de deixá-lo.

A família não entende o porquê dele provavelmente ter golpeado a mãe de seu único filho dezenas de vezes com uma faca no rosto, pescoço e cabeça, na manhã da última segunda-feira, 22. O corpo de Angelina foi enterrado nesta terça, em Curitiba.

Fonte: FSP