partidos

(Partidos reconhecidos pelo TSE, clique para ampliar)

 

Não se sabe se o atrativo é o malfadado “fundo partidário” (uma excrecência legal com dinheiro público), incapacidade diplomática ou “síndrome de cacique”. Mas o fato é inegável. Temos partidos demais. Políticos (no sentido não pejorativo) de menos. E, estadistas, nenhum.

O fato é que corre solta a mania “tarado-criatória” de inventar partidos. Por estes dias tive a oportunidade de mandar alguns conselhos à turma que se engalfinha para trazer à luz o PMB. Partido Militar Brasileiro. Auxilio dado, claro, por serem, ao menos aparentemente, de Direita.

Mas, bastou uma rápida análise para concluir quanto aos erros. Primeiramente o nome. Nada contra as forças armadas. Mas, “militar”, nada diz. Basta vermos a Venezuela, que é governada por um exército. Comunista, mas militar. Ou ainda Cuba. Ou Coréia do Norte. Então, pedi ao colegas do PMB que dissessem “para que vieram”, pois o programa dos mesmos é tão vago quanto uma simples cartas de intenções. Não há programa. Não há clareza quanto aos objetivos e ideologia. E, mesmo quanto a intenções, não nos permitem concluir quais sejam.

Assim, a “Direita Clássica”, que se baseia na meritocracia, na liberdade de mercado e religiosa. Na oportunidade e empreendedorismo. Tal “Direita”, segue órfã de pai e mãe na sopa de letrinhas que se tornou esse grande prostíbulo a céu aberto, que é a política nacional.

Mas não se chateiem. Além dos “trin-ta e do-is” partidos já existentes. Outros vinte e tantos também se engalfinham pelas ruas, doidos para se regularizarem e tomar parte na mamata. Digo. Política Nacional.

E há partidos para todos os tipos, gostos e loucuras. Coisas que vão desde o “Partido Pirata” (seria o “Capitão Gancho” o presidente?) até aqueles que sequer sabem o que querem, como o “Partido dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada do Brasil” (ou seja, o partido do “tudo o que existe, e algo mais”).

O grande ponto em comum deles é a eterna vontade de agradar a todos, sem representar quem quer que seja. Olhando seu programas doutrinários, se é que assim podemos chamá-los, tudo o que se observa são palavras de ordem, bordões sem sentido e ideias vagas. Coisas como “justiça”, “progresso”, “bem comum”. Ora, até o diabo quer a sua justiça, progresso e seu bem comum.

Por isso, diabos à parte, o inferno político dos brasileiros tenderá a piorar. Com muito mais do mesmo por vir. E muito menos do que se necessita por realizar.

Que Deus nos ajude…

 

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