Wappers_belgian_revolution

 


Num post escrito em 13 de junho, Olavo de Carvalho fala sobre o quanto se empenhou para abrir os olhos “dos militares” sobre o movimento comunista. Um ato nobre e idealista, mas ao mesmo tempo ineficaz.

O fato é que Olavo fala “os militares” como se existisse um grande e único pensador militar e que respondesse sozinho por todas as armas. Não há.

Treinei muitos militares nos meus 20 anos de professor de retórica (mas também treinei muitos socialistas, lamentavelmente) e conheci de liberais a burocratas, de nacionalistas a indiferentes, gente da “ESG” e gente da “esguerda”. Além disso, há aquilo que se diz aos superiores, e aquilo que se crê de fato, e que se conta ao pé do ouvido.

Ademais, há grandes diferenças entre o pensamento geral do exército e a marinha, por exemplo. Tanto marinha quanto aeronáutica ainda ressentem-se do “passa moleque” da época de 64, quando apenas o exército decidia. O que talvez explique os 15.000 fuzilerios navais que, hoje, a marinha possui, um número superior ao da Inglaterra.

Claro que uma guerra civil, com baixas petistas e atos de terrorismo obrigaria a uma intervenção militar (na minha opinião, a única possibilidade). Mas a única coisa que tenho visto são “guerreiros de facebook”, havidíssimos para que os filhos dos outros entrem em combate suicida, numa guerra que eles mesmos não querem se ver sangrar.

Some-se ainda o fato da inexistência de líderes, de verdade, na atual oposição fragmentária da Direita em geral, não apenas a intervencionista. Há garotos bem intencionados aqui, espertalhões pedindo doações acolá, e uma centena de “Mussolinis reencarnados” gritando “sigam-me” para seus cães, gatos e papagaios.

E claro, há alguns milhares de grupos de discussão, que repercutem menos a cada dia, conforme (desconfio) o mecanismo interno do Facebook misteriosamente os abafa (resultado da misteriosa reunião de Dilma com Zuckerberg?).

E qual a solução? Fazendo uma cópia cuspida e escarrada de Gramsci (pesquise e entenda), creio que temos de fazer uma revolução silenciosa. Uma revolução cultural. Entrar na mente e nos espírito das massas. Não perder um dia sequer, uma única oportunidade para desmascarar os corruptos da esquerda, e o demonstrar o que fizeram com nossa Pátria.

No ônibus, na escola, na lanchonete, na praia e no trabalho. Devemos desmascarar a ideologia marxista, lançá-la à lama da história. Mostrar a corrupção dos artistas e “famosos”, que vendem seus apoios. Desmascarar professores marxistas com suas aulas de “história vermelha”.  Combater a imprensa suja e vendida, que repercute matérias “chapa branca” conforme recebem anúncios estatais milionários.

Essa é uma luta que não se encerrará em um dia, mês ou ano. Mas que demandará dedicação, paciência e insistência. Aprendemos a lição. A revolução cultural marxista, ganhando mentes e almas da juventude, nos levou à situação de decadência moral, ética e espiritual que hoje vivemos, no Brasil e no mundo. Cabe a nós assimilar a mesma estratégia, e fazer os vermelhos saborearem o mesmo remédio, mas com eficácia redobrada. Pois não faremos isso por um salário, um emprego estatal ou uma transferência bancária. Faremos por nossa Pátria, por nossos filhos.

 

Brasil, acima de tudo.