Muito se ganha com a ambição, mas tudo se perde com ela. Tem sido assim na história, muito antes da vitória de Pirro, e muito depois. Mas é sob o signo de Pirro que vivemos os dias atuais.

É o caso do “PTMDB” (o partido real que engloba as siglas PT + PMDB, e que já foi “PSDMDB” e será tantas outras coisas no futuro…).

Quanto ao PT, vítima de sua típica arrogância lulista, este entende que conseguirá barrar o impeachment na nascente, ainda na manipulação da comissão. Porém “Pirro” pode atacar tais pretensões, se o recesso jogar a votação para o ano que vem quando, muito provavelmente, a situação econômica terá se degradado ainda mais. E o povo estará, após as festas, de ânimo redobrado para manifestações. É pouco provável que mesmo os membros mais fiéis do “PTMDB” queiram sacrificar as carreiras em nome de um moribundo, em especial se houver clamor das ruas. Em especial por se tratar de ano eleitoral.

Além disso, cabe a inocente pergunta: O que poderia o PT oferecer a tais membros do PMDB que o próprio PMDB não poderia oferecer, se um de seus membros (Temer) assumisse a presidência? Mistério…

Já o PSDB, fechou com Temer. E toda a oposição. Resta a dúvida sobre o PMDB, em especial àquele PMDB ligado ao inexperiente mas ambicioso Leonardo Picciani, que sonha com o canto da sereia petista, assim como Cunha um dia sonhou. O que será mais valioso que sua carreira, a ponto de apoiar uma nau à deriva? O fato é que, ante a cegueira para se tornar o novo presidente da casa, Picciani tenha se esquecido de que é preciso ser deputado para continuar nela…

Porém eu disse que “Pirro” é um signo que paira sobre estes dias. E é fato.

Ocorre que todos se esquecem que, além do Impeachment, o PT/Dilma/Lula enfrentam problemas eleitorais/judiciais, com a possibilidade de cassação da chapa vencedora de 2014. Se isso ocorresse, teríamos uma “maldição de Pirro” qualquer que fosse o resultado. Vitória do PT na comissão? Vitória pírrica. Vitória de Temer com a cassação? Vitória pírrica.

E isso, na melhor das hipóteses. Pois, no caso dos que empenharem sua carreiras defendendo a lama, uma cassação via TSE corresponderia a um sacrifício inútil. E às vésperas de (ou em pleno) ano eleitoral.

Ademais, em que pese em convocada em cima da hora, a manifestação de 13 de dezembro pode ainda reforçar a pressão pelo impeachment, e será crucial como termômetro, caso a votação ocorra ainda este ano.

A sorte está lançada. Ou má sorte, dependendo do ponto de vista.

 

Iran Porã Moreira Necho

 

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