A grande maioria das pessoas tem a ilusão de que o Estado tem recursos ilimitados, e que basta aumentar o salário de todos e distribuir benesses que a vida de todos irá melhorar. Nem no regime comunista isso ocorre (principalmente nele, onde as pessoas, via de regra, passam graves necessidades). Neste vídeo, iremos aprender que, tal qual qualquer dona de casa, o Estado têm recursos limitados, e deve se decidir por gastá-los com responsabilidade.

No Brasil ainda há um agravante, que corresponde ao velho “me dê um benefício, mas cobre impostos de outro”. Há essa ilusão de que podemos receber benefícios sociais indefinidamente, desde que taxemos “os mais ricos”, a “classe média” ou o vizinho da esquina, desde que não sejamos nós os taxados. Trata-se de ilusão, pois no preço de todas as coisas está o “custo” dos impostos. Portanto, quanto mais taxarmos, mais caras serão as coisas.

Veja o exemplo dos carros. Temos os automóveis mais caros do mundo. E a razão é simples. Utilizamos na indústria automotiva brasileira essa lei de “Hobbin Hood”. Porque não? Afinal as montadoras são ricas. Vamos taxá-las. E o resultado não poderia ser diferente. Ao taxarmos grotescamente nossas montadoras, na verdade taxamos o povo, pois a montadora simplesmente irá repassar os impostos no preço. E com isso, um carro que poderia ser comprado por 5.000, nos custa 20.000. Para onde foi o dinheiro? Para o governo.

Então temos um “assalto” indireto. O governo, ao taxar os “ricos” e indústrias, na verdade taxa os mais pobres, pois estes são os únicos que não tem como “repassar os custos” para quem quer que seja. Assim, toda vez que um imposto surge, o único “beneficiado” direto é o governo (e os políticos, é claro). E o principal lesado, o consumidor.

O que  a maioria das pessoas não pensa é que, cada centavo a menos nos cofres públicos é um centavo a mais na economia como um todo, no bolso dos trabalhadores/compradores. E uma economia onde há dinamicidade, terá muito melhores condições de ter trazer progresso e oportunidades a todos.

Vamos simplificar o entendimento. Suponhamos que uma pessoa que  ganha R$ 1.000,00 mensais, pague 40% de seu salário em impostos diretos e indiretos. São 400 ao mês, que multiplicados por 14 (12 meses, mais décimo terceiro e férias) , equivalem a 5.600. Em 10 anos, sem incluir juros, seriam R$ 56.000,00. O que você faria com esse dinheiro, hoje?

Então, lhe pergunto: quantos porcento de seus R$ 56.000,00 você quer dar aos políticos do governo, para que eles decidam o que é melhor para você?

 

Pense nisso.

 

Iran P. Moreira Necho