Me parece de todo inapropriado usar o termo CONSERVADOR para quem quer que se diga DIREITA no Brasil. Isso pelo fato de que o termo carrega uma idéia de concordância ou manutenção do ‘status quo’, das coisas tal qual estão.
Logo, se o termo parece feliz quando aplicado aos EUA, onde o capitalismo produziu uma sociedade dinâmica, no Brasil, pelo contrário, a idéia de ‘conservar’ chega a ser um insulto à Pátria. Estamos longe de ter um mercado competitivo. Nossas indústrias estão em frangalhos. A meritocracia é um sonho distante, e a corrupção, estatal e privada, são a moeda do dia a dia. Logo, ser Direita no Brasil é, antes de tudo, ser um revolucionário. É acreditar que somente mudanças radicais na estrutura da sociedade poderão implementar a competitividade, o crescimento e as oportunidades que um mercado verdadeiramente governado pelo capitalismo pode oferecer. É crer que a luta contra o coronelismo, a fisiologia e a ineficiência estatal são os caminhos a trilhar para a libertação do povo, que hoje vive subjugado pelas esmolas do estado. É combater o bom combate contra o marxismo, o socialismo e o comunismo, que envenenam o coração dos jovens e os fazem descrer em suas próprias capacidades, levando-os ao ódio contra os que se dedicam e competem. É ensinar e doutrinar a todos quanto possam ouvir acerca dos benefícios da liberdade de produção, da desburocratização, da iniciativa privada. Portanto, longe de sermos “conservadores” ou muito menos “reacionários”, somo revolucionários.   Viva a revolução !   Iran P. Moreira Necho