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Evo Morales ameaça as FFAA brasileiras. O que está por trás disso?

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Nos parece pouco crível, embora seja real. A ameaça de Evo Morales de atacar o Brasil caso ocorra a queda de Dilma parece trazer outros sentidos, que vão além das palavras.

 

Tática diversionista

O primeiro, e nos parece ser o mais provável, é tentar arrastar as FFAA brasileiras para o centro da crise. Atualmente, apenas Dilma/PT/Lula queimam na fogueira do ódio popular. Se alguma instituição militar respondesse, não apenas desviaria a atenção do povo (na verdade, da mídia vendida) sobre Dilma, como ainda criaria desprestígio para as FFAA, que ficariam a “bater boca” com um anão militar que, num passe de mágica, passaria de agressor para “pobre coitado” ameaçado por “imperialistas”. E, ainda por cima, faria parecer que de fato há um “complô” das FFAA para derrubar Dilma.

Fazer com que militares se dignassem a se rebaixar ao nível de Dilma iria apenas torná-la na “heroína” que o PT tanto se esforça por pintá-la.

E, se ninguém percebeu ainda, isto vem sendo tentado sistematicamente. No cuspe na cara do herói de guerra, o soco na cara do oficial aposentado em Brasília ou na comissão “da verdade”, apenas para nomear alguns.

 

Ameaça Bolivariana

Ainda que remotamente possível, a união militar de todos os países do foro de São Paulo contra o Brasil poderia sim, trazer algum nível de ameaça para a segurança nacional, em especial a Venezuela. Mas iriam tão longe? O fato é que com a queda do PT e do “foro de são paulo”, o principal canal de financiamento comunista na América Latina ruiria. Fato que, conjugado com a atual crise por que passam todos os países governados pela esquerda, poderia resultar no fim de uma era.

Logo, mediante a possibilidade de serem totalmente varridos do mapa político, é possível que façam tudo o que tiverem ao alcance. Porém, arriscar-se-iam a tal aventura? Creio, somente se tiverem suporte internacional por trás. Pois, com exceção do Chile, o nível de profissionalismo das FFAA brasileiras está muito acima das demais forças militares latinas.

 

Como responder à ameaça?

A única instituição que teria o dever de tratar o assunto seria o Itamaraty ou, atualmente, o “Comunamaraty”. Mas, como isso não ocorrerá (se não se manifestaram sequer com a invasão da Petrobrás com militares por Evo), deve se dar ao evento a mesma seriedade que se dá ao latido de um cão sarnento na rua. Ignorá-lo em sua total insignificância.

O fato é que não se pode, a essa altura da luta anti-comunista no Brasil, dar aos inimigos o refrigério de diminuirmos os ataques no “front”. A bastilha petista ainda está de pé, por enquanto. A rainha ainda está no castelo. Mas o rei. O rei em breve cairá.

Mantenhamos a concentração de forças.

 

Iran P. Moreira Necho

 

 

 

Venezuelano do “Foro de São Paulo” propõe “ofensiva” continental para barrar “ataques da direita”.

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Deputado venezuelano Rodrigo Cabezas

O 21º encontro do Foro de São Paulo dá um sinal de alerta contra a volta de uma ofensiva neoliberal na América Latina, advertiu o deputado venezuelano Rodrigo Cabezas.

 

Em uma entrevista concedida à agência cubana Prensa Latina, o chefe de relações internacionais do Partido Socialista Unido da Venezuela disse que existe uma “imperial e oligárquica” ofensiva no continente contra os governos progressistas e de esquerda.

Cabezas falou antes do início da sessão inaugural do Grupo de Trabalho do Foro, que foi fundado há 25 anos por iniciativa do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O legislador venezuelano disse que a esquerda no continente deve encorajar a integração profunda “como o grande escudo que nos permite saltar para o desenvolvimento e proteção contra relações desiguais com o mundo desenvolvido.”

Ele ressaltou que o Foro de São Paulo também tem a intenção de defender os governos populares e progressistas da América Latina e do Caribe, que agora estão sitiados por estratégias de desestabilização.

“Vamos adotar um plano de ação em apoio ao presidente do Equador, Rafael Correa, do Brasil, Dilma Rousseff, de Evo Morales e também do processo bolivariano liderado pelo presidente Nicolas Maduro, entre outros”, anunciou.

Ele falou ainda sobre o apoio ao processo de paz na Colômbia e a solidariedade com Cuba no processo de normalização das relações com os Estados Unidos.

“Temos o dever de lançar uma ofensiva continental, para construir solidariedade global com os processos de mudança na América Latina para impactar a opinião pública e enfrentar a mídia e os poderes desestabilizadores da direita e as grandes potências do capitalismo”, disse ele. “Estamos otimistas porque os nossos povos têm um maior nível de consciência nesta batalha pela nossa própria identidade”.

Durante as sessões do encontro, que ocorrerá até o dia 1º de Agosto, serão analisados temas como: a chegada das mulheres às esferas do poder político na América Latina. Também ocorrerá a 23ª reunião de afrodescendentes do Fórum de São Paulo século.

O saldo dos governos progressistas e de esquerda e uma contraofensiva ao imperialismo também serão temas propostos. O Foro de São Paulo reúne 104 partidos políticos de esquerda da América Latina e esta é a quarta vez que o México recebe o encontro.

 

Do Portal Vermelho, com informações da Prensa Latina

Ex-primeiro-ministro espanhol defenderá opositores presos na Venezuela

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O ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe González, tomou nota da declaração de persona non grata sancionada pela Assembleia Nacional da Venezuela, mas espera que essa medida não encoraje o Governo de Nicolás Maduro a impedir sua chegada ao país, prevista para meados de maio.

Em entrevista à rádio venezuelana Unión Radio, o ex-primeiro-ministro deixou claro que segue adiante com seu compromisso de participar como assessor técnico da defesa dos líderes opositores venezuelanos Antonio Ledezma e Leopoldo López, detidos em um presídio militar de Caracas. “Eu espero que a tensão com a Espanha não passe disso e que não haja mais desqualificações. Se o Executivo venezuelano decidir não permitir minha entrada estará violando meus direitos de percorrer esse país. Mas não quero provocar um escândalo, nem farei um espetáculo na fronteira se me barrarem”, advertiu.

González não demonstrou irritação com a medida tomada pela maioria chavista do Poder Legislativo e negou que sua futura presença na Venezuela possa ser considerada uma ingerência na política interna local. “Eu recorri a uma figura prevista na legislação venezuelana para me juntar à defesa de López e Ledezma. As leis especificam que um assessor técnico externo, que nem sequer tem de ser advogado, pode auxiliar a defesa. Espero ter a oportunidade de visitar os presos e de assistir ao julgamento oral e público”.

O propósito declarado de González contrasta com o comportamento do Governo venezuelano, que tem permitido somente a visita de familiares próximos e advogados dos líderes opositores. No fim de janeiro, os ex-governantes do Chile e da Colômbia, Sebastián Piñera e Andrés Pastrana, tentaram visitar Leopoldo López na penitenciária de Ramo Verde, a meia hora de Caracas, mas a vice-presidência da República os impediu.

“Eu gostaria que a Venezuela compreendesse que estou ajudando do ponto de vista dos direitos humanos duas pessoas que me pedem isso, conforme o estabelecido no ordenamento venezuelano e na legislação internacional nessa matéria. O presidente Maduro tem a legitimidade que dão os votos. Espero que não tenham problemas com a legitimidade do exercício de seu cargo, que é respeitar o pluralismo. Um democrata pode orgulhar-se de ser tal quando defende a liberdade de expressão de quem não pensa como ele”, acrescentou González.

O ex-primeiro-ministro contou que se interessou pelo caso porque em várias ocasiões recebeu as esposas de López e Ledezma, Lilian Tintori e Mitzi Capriles, e se impressionou “com a convicção com que elas defendem as causas de seus maridos”. “Além disso, minha contribuição é uma ação eficaz para defender in situ os direitos de López e Ledezma”. Disse que ao assumir a defesa dos presos políticos venezuelanos está sendo congruente com sua ação política. Recordou que não é a primeira vez que faz gestões similares. Já durante a ditadura de Augusto Pinochet advogou e conseguiu libertar presos por razões políticas. “Para mim a luta pela liberdade é uma prioridade. Não posso trair minha própria biografia”.

Fonte: El Pais