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O PT E A MALDIÇÃO DE PIRRO

Muito se ganha com a ambição, mas tudo se perde com ela. Tem sido assim na história, muito antes da vitória de Pirro, e muito depois. Mas é sob o signo de Pirro que vivemos os dias atuais.

É o caso do “PTMDB” (o partido real que engloba as siglas PT + PMDB, e que já foi “PSDMDB” e será tantas outras coisas no futuro…).

Quanto ao PT, vítima de sua típica arrogância lulista, este entende que conseguirá barrar o impeachment na nascente, ainda na manipulação da comissão. Porém “Pirro” pode atacar tais pretensões, se o recesso jogar a votação para o ano que vem quando, muito provavelmente, a situação econômica terá se degradado ainda mais. E o povo estará, após as festas, de ânimo redobrado para manifestações. É pouco provável que mesmo os membros mais fiéis do “PTMDB” queiram sacrificar as carreiras em nome de um moribundo, em especial se houver clamor das ruas. Em especial por se tratar de ano eleitoral.

Além disso, cabe a inocente pergunta: O que poderia o PT oferecer a tais membros do PMDB que o próprio PMDB não poderia oferecer, se um de seus membros (Temer) assumisse a presidência? Mistério…

Já o PSDB, fechou com Temer. E toda a oposição. Resta a dúvida sobre o PMDB, em especial àquele PMDB ligado ao inexperiente mas ambicioso Leonardo Picciani, que sonha com o canto da sereia petista, assim como Cunha um dia sonhou. O que será mais valioso que sua carreira, a ponto de apoiar uma nau à deriva? O fato é que, ante a cegueira para se tornar o novo presidente da casa, Picciani tenha se esquecido de que é preciso ser deputado para continuar nela…

Porém eu disse que “Pirro” é um signo que paira sobre estes dias. E é fato.

Ocorre que todos se esquecem que, além do Impeachment, o PT/Dilma/Lula enfrentam problemas eleitorais/judiciais, com a possibilidade de cassação da chapa vencedora de 2014. Se isso ocorresse, teríamos uma “maldição de Pirro” qualquer que fosse o resultado. Vitória do PT na comissão? Vitória pírrica. Vitória de Temer com a cassação? Vitória pírrica.

E isso, na melhor das hipóteses. Pois, no caso dos que empenharem sua carreiras defendendo a lama, uma cassação via TSE corresponderia a um sacrifício inútil. E às vésperas de (ou em pleno) ano eleitoral.

Ademais, em que pese em convocada em cima da hora, a manifestação de 13 de dezembro pode ainda reforçar a pressão pelo impeachment, e será crucial como termômetro, caso a votação ocorra ainda este ano.

A sorte está lançada. Ou má sorte, dependendo do ponto de vista.

 

Iran Porã Moreira Necho

 

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Diplomacia do Aço: Como o exército calou Maduro e Morales.

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Não faz muito tempo, os presidentes Evo Morales (Bolívia) e Maduro (Venezuela), ao tentar defender o PT e Dilma Roussef, deram declarações ameaçadoras à soberania do Brasil. Sendo a mais grave aquela feita por Morales, ao afirmar que “…Se tiver golpe (impeachment) no Brasil vamos atacar com nossas forças armadas…”.

Inicialmente ridicularizado, em razão do aparentemente pequeno poderio militar boliviano, muitos se esquecem de que a Bolívia faz parte do chamado “grupo bolivariano”, que é composto por Venezuela, Equador, Nicarágua e Bolívia. Grupo que possuí suporte militar cubano e russo…

A Venezuela, por exemplo, tem larga vantagem em relação ao Brasil no que diz respeito a defesa terra-ar (aliás, o grande “calcanhar de aquiles” brasileiro). Enquanto a Venezuela possui até mesmo mísseis de longo alcance, como os S-300 russos (abate aviões a até 150km de distância), ou ainda os “S-125 Pechora” (cerca de 35km de alcance) o Brasil sequer possui um único míssil de médio  alcance para defender seus cerca de 16.000 km de fronteiras terrestres.

 

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S-125

 

Tudo o que temos se restringe a um punhado de MANPADS (pequenos mísseis disparados do ombro por soldados) como o IGLA (SA-18 e SA-24), que tem meros 5km de alcance e apenas 3,5km de altura (um SU-30MKK Venezuelano pode voar a 17,300 m de altura…) e, mais recentemente, a míseros 12 a 16 sistemas suecos RBS-70 (também de curto alcance). Em suma, nunca se pensou em defesa aérea em “multicamadas” no Brasil. E hoje, uma vez neutralizados nossos caças, ficaremos totalmente vulneráveis, uma vez que os poucos gepard existentes se destinam, também, a defesa de curto alcance.

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RBS 70

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Igla SA-24

 

Tenho visto muitos pilotos brasileiros comentarem, talvez por ingenuidade, que a “dobradinha” EMB R-99 + F-5M seria capaz de “segurar” os SU-30MKK venezuelanos. Pois os F-5M voariam “apagados” (radar desligado) e receberiam por datalink com o R-99 a posição dos SU-30 , podendo disparar seus mísseis BVR antes de serem detectados. Nada mais pueril. O voo de um ZDK-03 até a Venezuela demora menos de 1 dia (compra de urgência). Lembrando que a Venezuela já opera o Y-8 (no qual o ZDK-03 é baseado), de modo que adquirir um ZDK parece o natural, pois pulverizaria essa “vantagem” brasileira, uma vez que o radar do ZDK-03 é um AESA ainda mais potente que o Erieye usado no R-99 brasileiro.  Isso, claro, na hipótese do potentíssimo radar dos SU-30 (190 km de detecção aérea) realmente não conseguir “enxergar” um F-5M “apagado” a tempo e o abater com seus mísseis R77 (até 110km de alcance)…

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ZDK-03

 

No imaginário Venezuelano (segundo observei de vários fóruns de língua espanhola), uma eventual guerra com o Brasil se daria por ar, onde os Bolivarianos teriam larga vantagem pois, uma vez neutralizados nossos 43 caças F-5M, os modernos caças russos SU-30, bem como seus F-16 de origem americana, poderiam voar impunemente sobre os céus do Brasil, desde que a média ou alta altitude. Em contrapartida, suas baterias de mísseis S-300, S-125, bem como ainda os BUK tornariam “inviável” uma incursão aérea brasileira na Venezuela/Bolívia.

 

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Sistema de defesa antiaérea BUK

 

Isso porque, além de terem superioridade aérea, a distância de suas fronteiras para os grandes centros militares brasileiros (a região sul concentra a grande maioria de nossa força de blindados) inviabilizaria, teoricamente, um rápido contra-ataque por terra do Brasil. Seria como, numa comparação, atirar de estilingue num inimigo em campo aberto, enquanto se abriga atrás de um muro. O “estilingue” representaria a superioridade aérea e o “muro” a própria “defesa natural” que inviabilizaria um contra-ataque terrestre eficiente, por questões logísticas.

Logo, a “ameaça bolivariana” feita por Morales deve ser levada a sério. E foi.

Por coincidência (ou não), a resposta “diplomática” das FFAA brasileiras já estava a caminho. A estratégia do “estilingue atrás do muro” foi derrubada.

Sem alarde, o exército brasileiro pôs em campo duas operações militares: I- operação Bormann (10 e 23 de outubro de 2015), onde se realizou testes de grande deslocamento de blindados por via ferroviária de SC até o PR; II- uma segunda operação, finalizada em 29/09/2015, que sequer recebeu nome (chamei de “As portas abertas da Venezuela), onde, pela primeira vez na história, foi feito o deslocamento de um tanque pesado por rio até a fronteira da Venezuela (link do facebook do exército brasileiro).  E, como diz o popular, “…onde passa um boi, passa uma boiada…”.

 

 

Uma ilustração vale mais que mil palavras.

 

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Estas duas singelas operações criaram uma variável nova no tabuleiro das possibilidades Bolivarianas, pois as baterias de defesa antiaérea venezuelanas poderiam ser neutralizadas por um mix de ataque terrestre em conjunto com uso de mísseis MAR-1 brasileiros e baterias de ASTROS. Fato que, ainda, coloca Nicolás Maduro em “barbas de molho” com relação a suas ameaças de atacar a Guiana.

Mas a “diplomacia do aço” não parou por aí. Ainda na mesma época ocorreram as operações: I- operação de ataque “Formosa 2015”, com adestramento de fuzileiros navais e, coincidentemente, o uso do ASTROS em conjunto com o jato AF-1  e II- operação “Príncipe da Beira”, exatamente às portas da Bolívia… (links do exército brasileiro).

A inteligência e sutileza de nossas FFAA devem ser aplaudidas e o desenrolar dos fatos servem para mostrar que os moços não estão “dormindo”, ao contrário do que dizem alguns. Porém, serve mais uma vez para denunciar nosso “eterno calcanhar de aquiles” (defesa terra-ar), fato que vem sendo criticado por mim há anos, desde os tempos em que era redator do www.aestrategia.com (hoje defunto). Claro que os recursos são escassos e, pior que isso, inconstantes. Mas evitar a supremacia aérea (segundo a NATO, corresponde a”…degree of air superiority wherein the opposing air force is incapable of effective interference…”) ao inimigo é vital para qualquer país, mormente um de dimensões continentais.

Em que pese isso, ponto para os estrategistas nacionais.

 

IRAN PORÃ MOREIRA NECHO

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P.S: SOBRE O FILA- Alguns criticaram a ausência de comentários sobre o sistema de defesa aérea de ponto FILA EDT da Avibrás, porém o mesmo cai na mesma questão de ser um sistema de defesa de baixa altura. O sistema fila foi decorrente da compra, feita pela Avibrás, de um projeto da antiga Oerlikon Contraves (comprada pela Rheinmetal) para produção local. A EDT (estação diretora de tiro) usa de canhões AA Oerlikon do modelo GDF-001 (versão inicial, de 1959, com baixa qualidade de controle de tiro), do qual o Brasil possui cerca de 38 unidades com sistema ótico XABA (apenas operação diurna), bem como outras 24 unidades do canhão Bofors 40mm. A EDT possui cerca de 15km de alcance (mas o canhão GDF-001 em si, tem alcance teórico de 4.000m) e corresponde a um Super Fledermaus/Skyguard fabricado localmente.

 

 

 

Porém, apenas a título de comparação, a Venezuela possui cerca de 300 canhões ZU-23-2 para um território muitíssimo menor que o Brasil. A versão venzuelana corresponde à mais moderna:  “ZOM-1-4” de operação elétrica, que incorpora computador de tiro, sistema de mira atualizado com telêmetro laser, câmeras de TV e visor infravermelho.

 

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Canhão Zu-23-2

 

Existe um kit que permite fazer upgrade das Oerlikon para a verssao GDF-005 (com sistema autônomo de mira e outras melhorias), ou ainda, com mais investimentos, fazê-las usar munição AHEAD (Advanced Hit Efficiency And Destruction), porém o número ridículo de 38 unidades  é “o problema”.

 

 

 

 

 

Brasil do PT: Grécia 2.0?

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Até a Folha de São Paulo confessa: A catástrofe está anunciada. Mesmo após o rebaixamento internacional do Brasil, a “turminha” (Dilma, Lula e o PT) recusa-se diminuir as “mamatas”, “bonanças” e “farra com dinheiro” público que são as características de seu governo. Analisemos as consequências.

 

  • O populismo de sempre e “Grécia 2.0”

O Populista é exatamente o contrário do Estadista. Para este último, não importam as pressões do presente ou seus próprios interesses eleitorais, o que importa é a Nação. Já para os populistas, como é o caso de Dilma, Lula e tantos outros, para os diabos o mundo todo, o que vale é a próxima eleição.

E a matéria de hoje da Folha de São Paulo (até tu, Folha?) não poderia ser mais clara quanto a isso:

http://painel.blogfolha.uol.com.br/2015/09/14/insistencia-de-dilma-em-poupar-social-dificulta-corte-de-mais-de-r-20-bi/

A incapacidade de Lula (quem realmente governa o Brasil), Dilma e o PT de abdicarem do POPULISMO quebrará, ainda mais, o Brasil. Infelizmente, o que temos aqui é uma Grécia 2.0, com reflexos piores ainda, pois aqui não há um único partido de Direita que faça um contraponto.

 

  • A Espiral da Morte

Então entraremos numa espiral da morte mesmo:

O governo perderá caixa, pois é incapaz de fazer reformas com seriedade;

O mercado se retrairá e a recessão aumentará, pois ninguém acredita no governo;

Em seguida o governo perderá ainda  mais caixa… E então chegará o momento em que não se terá mais “cortes”, mas sim uma “amputação econômica”, no sentido de que as perdas serão irrecuperáveis, e fazer cortes ou ajustes, já não adiantará mais nada.

 

  • Nas Tetas, até o Fim

Interessante notar a pressão imensa dos “cumpanherus”, que segundo a Folha, “…passaram o fim de semana alertando para o risco de uma reação extremada dos movimentos sociais…”. O fato é que o barco está afundando, mas, enquanto não estiver completamente naufragado, ninguém haverá de largar as tetas do governo. Afinal, “pros diabos com o mundo, dá cá o que é meu…” (ou o que é do outro…).

 

  • A Espiral da Morte 2

A atual tragédia é fichinha, aguardem quando as demais agências internacionais (que não são “cumpanheras”, ou recebem propina…) rebaixarem o Brasil, de vez. Certamente o Lula passará um litro de óleo de peroba na cara e dirá que “não é nada”. Quero ver quando faltar dinheiro até para pagar o funcionalismo, como já acontece no Rio Grande do Sul, após a “ótima” e “socialista” administração petista…

Na verdade, a tragédia de setembro apenas ocorreu, pois faltou, em Agosto, coragem ao governo para implementar medidas que evitassem que a desgraça aumentasse em Setembro.

Agosto, foi péssimo, por sua vez, pois pois faltou, em Julho, coragem ao governo para implementar medidas que evitassem que a desgraça aumentasse em Agosto.

Julho, foi péssimo, pois pois faltou, em Junho

 

Calma. O ano ainda tem mais 3 meses. 2016 começa do zero. Aliás, abaixo de zero. Mas precisamente, algo em torno de -3% a -5%, que é quanto nossa economia afundará. Portanto, jamais diga “fundo do poço”. Quando se trata de administração petista, o PT possui ótimos “escavadores”…

 

P.S.: Não poderia encerrar o post sem fazer aqui minha homenagem ao visionário administrador do Itaú.

 

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E sequer coloco Visionário entre aspas. O homem é visionário mesmo. Tem visões. Apenas ocorre que são erradas…

 

Abraços reacionários e opressores a todos. E uma bitoca “fascista” no narizinho de cada esquerdista.

 

Iran P. Moreira Necho

 

 

Entre para nossa turma de “opressores, reacionários e capitalistas”!

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“Ligue djá”!

O Inferno bate à porta. Haverá uma “grande depressão” brasileira?

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The Great Depression. Unemployed men queued outside a soup kitchen opened in Chicago by Al Capone. The storefront sign reads 'Free Soup, Coffee and Doughnuts for the Unemployed.' Chicago, 1930s (Newscom TagID: evhistorypix027753.jpg) [Photo via Newscom]

02/09/2015

  • Futurologia x ciência

Alguns anos atrás, eu e minha esposa tivemos uma séria discussão acerca da oportunidade de adquirirmos um imóvel. Estávamos, por aqueles tempos, no auge da especulação imobiliária e eu, por razões de análise histórica, estava firmemente convencido de que vivíamos numa bolha imobiliária. À época, havia predito que o mercado implodiria, no mais tardar, no final de 2016, após as olimpíadas.

Não se tratava exatamente de ato de “adivinhação”. Poucos sabem, mas grande parte da economia se lastreia mais em fatores psicológicos do que propriamente matemáticos. Afinal, são decisões humanas que fazem girar as compras, as vendas, a produção de máquinas, e tudo aquilo que chamamos de economia de mercado. Uma situação complexa, mas para um professor de retórica como eu, que lecionou por mais de duas décadas, o estudo e a compreensão dos motivos por trás dos atos diz respeito à minha própria essência.

No caso, me imaginei dentro de alguns grupos distintos (médios e altos especuladores do mercado imobiliário) e tentei chegar à conclusão que os mesmos chegariam, estivesse eu em seus lugares. Conclusão reforçada, ainda, com dados obtidos entrevistando pessoas do segmento imobiliário.

 

  • O estouro da bolha

Atualmente, não se fala mais “se” haverá quebra do mercado imobiliário, mas “quando”, e com qual intensidade. E, claro, muito se fala se teremos algo similar à recente crise imobiliária norte-americana.

A distinção de nossa crise, se comparada à americana, é que a concentração da especulação aqui é muito maior, enquanto nos EUA haviam muitos especuladores de pequeno porte. O que, em tese, tem permitido que se evite um ‘crash’ tão ‘repentino’ quanto lá. Por enquanto.

Mas eu havia, inicialmente, previsto uma “readequação à realidade” no mercado imobiliário por volta das olimpíadas. E qual razão desse ‘marco’ temporal? Trata-se da “última oportunidade” de entrada forte de investimentos. Algo mais no terreno dos desejos do que na realidade atual. Mas, como tudo o que rege o comportamento humano, as decisões estão mesmo sempre lastreadas em desejos e esperanças.

Porém, outros fatores ocorreram que podem não apenas antecipar o “estouro da bolha”, como ainda torná-lo num “café pequeno” dentro de um contexto muito pior.

 

  • Um caldeirão de Nocividades

 

O quê então haveria de “derreter” esse “lastro temporal” (olimpíadas) para desinvestir no mercado imobiliário? Alguns fatos:

a- a recessão econômica (má gestão do PT) ;

b- deterioração de todos os fundamentos da economia, graças à maquiagem feita para o PT vencer as eleições;

c- desemprego;

d- crise na China. Leia-se: decisão ideológica dos governos de esquerda de serem mais “dependentes” do terceiro mundo do que dos “imperialistas” americanos (que vão bem de economia, obrigado…);

e- deterioração no preço das commodities (leia-se: incapacidade , dos governos de diversificar a economia);

f- perda do rating de investimento (prestes a acontecer em breve, graças à incompetência do PT), com consequências catastróficas;

g- dívida do governo grande e fora do controle (não, o Lula não pagou a dívida brasileira);

 

 

  • A realidade bate à porta

 

Num artigo recente, no Estadão, teve-se a constatação de que houve um aumento de apenas 1% no valor imobiliário geral no último ano. O que significa dizer que, EM APENAS UM ANO, houve PERDA de 8,28%, uma vez que a inflação no período foi de 9,28%… Leia aqui:

http://economia.estadao.com.br/noticias/seu-imovel,preco-dos-imovel-tem-queda-em-20-bairros-de-sao-paulo,1754668

 

Observemos o índice ZAP abaixo (http://www.zap.com.br/imoveis/fipe-zap-b/):

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Como se pode observar pelo próprio gráfico, a variação do preço dos imóveis no período de 01/2008 a 07/2015 é 166,2% superior ao do IPCA, algo insustentável, como já havia previsto um economista americano, vencedor do prêmio nobel de economia, e isso em 2013:

http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/14/ganhador-do-nobel-de-economia-alertou-sobre-bolha-imobiliaria-no-brasil.htm

 

Logo, neste exato momento, estamos no início da curva descendente de investimento, momento em que a maioria iria, ou deveria,  se desfazer de seus ativos. O problema é que há muito mais oferta que procura, e a tendência é a procura minguar-se, e muito, dada a conjuntura que se nos apresenta para o futuro. Logo, o “estouro da bolha” não é mais aposta, mas uma certeza.

 

Haverá uma “grande depressão”?

 

A grande depressão norte-americana, iniciada com o crash da bolsa de Nova Iorque, foi uma hecatombe econômica no ano de 1929 e seguintes. Muitos argumentarão que hoje os Estados possuem diversos mecanismos de proteção, econômica e social, que preveniriam consequências semelhantes. Mas se pergunta, até quando?

Alguns podem afirmar, por exemplo, que o Brasil possui ativos para vender (e o PT pretende fazer isso: privatizações), porém, dentro de um contexto recessivo, isso equivaleria a dar de graça nossas empresas e investimentos feitos a duras penas por décadas.

Por outro lado, o aumento de impostos planejado pelo PT para cobrir o rombo nas contas pode levar a uma “espiral da morte” na economia. Onde a recessão diminuiria o caixa do governo, e o aumento dos impostos aumentaria a recessão, que por sua vez diminuiria os empregos, o que diminuiria o consumo, fato que levaria a uma menor produção industrial, e diminuiria, de novo, o caixa do governo…

Talvez, muitos dos que viveram a década de 1980 (chamada “década perdida” por alguns”), ao analisar isoladamente os fatos acima, possam estar munidos de uma errônea autoconfiança. Porém, NUNCA tivemos tantas variáveis negativas, e ao mesmo tempo. Portanto, se além do estouro da bolha imobiliária, teremos uma “grande depressão”, é algo que, a esta altura, é difícil afirmar, porém é uma possibilidade que aumenta a cada dia.

O fato é que, tal qual o conto da “cigarra e a formiga”, enquanto alguns países economizaram e diversificaram suas economias, o Brasil do PT (e todos os da “esquerda” latina) desperdiçou dinheiro, perdoou dívidas bilionárias de ditadores africanos, distribuir benesses, enfim, arruinou a economia. Agora o “inverno” está chegando. E não há “lenha”, muito menos “mantimentos”.

O que fazer? Economize, e muito. Você vai precisar.

 

Iran P. Moreira Necho (IP MN)

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ATUALIZAÇÕES

 

Resolvi criar uma área de “atualizações” para verificar o grau de acerto em minhas previsões. A cada atualização, farei uma reanalise da conjuntura.

——

09/09/2015 Standard and poors revisa a nota do Brasil para baixo. A matéria pode ser encontrada aqui:

http://veja.abril.com.br/blog/mercados/economia/sp-corta-nota-do-brasil-e-pais-perde-o-grau-de-investimento/

 

  • Análise da conjuntura:

a) O rebaixamento da S&P irá desencadear um processo de reavaliação negativa por parte das demais agências, se não ainda este mês, no mais tardar na primeira semana do mês vindouro;

b) O impacto será ainda mais negativo em toda a cadeia produtiva e para o governo, pois além do rebaixamento da nota do Brasil, que custou décadas para alcançar, há uma quase certeza de que haverá ainda outro rebaixamento, jogando toda a economia para o limbo;

c) A situação do atual ministro tornar-se-á insustentável, pois a “dívida” de Dilma para com o PT (Lula), a atrela a permanecer dentro de um governo “de esquerda”. Ou seja, ainda que Dilma arraste a todos para o inferno, não poderá deixar de apadrinhar os mais de 100 mil cargos que hoje incham a máquina pública;

d) Ainda quanto a esse “inchaço” gigantesco (cabide de empregos), ainda que Dilma quisesse, nada poderia fazer. O PT está quebrado financeiramente. E de acordo com o artigo 184 do Estatuto do PT, cada membro do partido que tenha “cargo de confiança” É OBRIGADO A CONTRIBUIR. O documento está registrado no TSE, e pode ser lido aqui:

http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-estatuto-do-pt-deferido-em-5-junho-2014

Claro que em qualquer país decente do mundo, a justiça eleitoral deveria considerar isso uma forma de ROUBO. Pois se você obriga seus filiados a doarem uma porcentagem no caso deles terem cargos comissionados, e em seguida cria 100.000 cargos comissionados com gente do seu partido, claramente está havendo um DESVIO DE ERÁRIO PÚBLICO. Porém, estamos no Brasil.

De qualquer modo, por conta desso vergonhoso mecanismo de enriquecimento partidário às custas do inchaço da máquina pública (e consequente destruição da economia – debaixo das barbas do TSE…), Dilma não poderá fazer um enxugamento real. Ou o PT iria á falência.

e) Politicamente, a “bússola” de Dilma aponta a “nau” brasileira para um iceberg. Não poderá tomar medidas “capitalistas”, ou perderia apoio dentro de seu próprio partido. Todavia, tem a seu favor:

  1. um STF majoritariamente constituído de membros indicados pelo PT;
  2. TCU sob controle;
  3. a possibilidade de acenar com mais “emendas” bilionárias para sua base aliada, ainda que isso destrua completamente a confiança do investidor e, consequentemente, a economia;
  4. apoio, ainda que ‘rachado’, do PMDB (enquanto o governo tiver dinheiro – o nosso – e terá);
  5. influência sobre a mídia nacional (leia-se “verba publicitária” bilionária) e
  6. “passividade” da população em geral.

 

  • Variáveis possíveis no futuro próximo
  1. Com a saída de Levy, o governo pode descambar para um “vale tudo”, apelando para o populismo geral e aumentos de impostos para “os mais ricos”, apostando numa divisão social, que é uma estratégia básica do marxismo;
  2. O rebaixamento geral da nota brasileira pode ter um efeito perverso sobre o mercado imobiliário, com a saída em massa de investidores, gerando um grande ‘crash’;
  3. Respaldada na Venezuela e Argentina, que foram destruídas economicamente, mas seus governos se mantém no poder, a única saída para o PT será apostar num fisiologismo ainda maior no congresso, com aumento dos “investimentos” no bolsa família (compra de votos), usando a própria crise criada pela Dilma/Lula/PT como justificativa para “assistir aos mais necessitados”;
  4. Haverá a tendência de uma ainda maior aproximação “estratégica” do Brasil com Rússia e China, com grandes concessões (perdas) nacionais, como por exemplo, compra de equipamento militar caro, no meio da crise, como forma de “barganha para entrar nesses mercados”. Os russos, provavelmente, exigirão que o Brasil compre armas em troca da compra pela Rússia da carne brasileira. Uma volta ao escambo feito entre portugueses e índios em 1500 (pedras preciosas/ouro por colares e enfeites);
  5. Dificilmente ocorrerá enxugamento da máquina pública federal (cabide de empregos);
  6. Haverá recessão maior do que o imaginado, possivelmente passando de 5% negativos do PIB, em 2016, com aumento de desemprego, inatividade industrial e efeitos na balança comercial que se “desindustrializará” ainda mais, sendo segurada somente pelas commodities, que serão favorecidas pelo dólar, o  qual, possivelmente, deverá romper a marca dos 4,00, sendo indizível o patamar a que chegará. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS ÚLTIMOS DIAS DO PT – 3/5: A deposição do Rei.

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O reino era pura efervescência. A alta corte acuada. Jogavam o jogo como sempre fizeram: Como donos do tabuleiro e das regras. Imaginavam que a sorte ou o tempo lhes traria algum refrigério, ignorantes de um novo tabuleiro já existente, e das novas regras.

No novo xadrez, cairá primeiro o rei, e somente então a rainha. E o padecimento de ambos abrirá caminho para os 2 lances finais.

Do alto da torre longínqua o rei se desespera ao ver a onda verde se agigantar. Mas a rainha, como sempre, nada enxerga além do mármore do castelo. Surda àquilo que não emane da própria voz.

Um silêncio Macbethiano paira no ar, enquanto a floresta cria pernas e se aproxima das fortificações. Não haverá tempo para defesa. Tarde demais.

E a imortalidade se descobrirá mortal. Em seus últimos instantes, cobrir-se-á de terror ao ver que o destino, afinal, já estava escrito pelas próprias bruxas ao lhe darem o poder.

E o que um dia foi voltará ser, e o que se imaginou ser, desaparecerá para jamais voltar.

 

 

Iran P. Moreira Necho

(Descrição da queda da Bastilha, numa narrativa de Macbteh)