Inequality
 
 
Não há mentira mais doce e mais difundida que o discurso de que é possível uma humanidade igual, na medida em que somos todos diferentes: em vontade, talentos e capacidade. Porém, a esquerda prega a irrealidade da “igualdade forçada”: quer taxando os mais capazes/que mais trabalharam para dar aos mais pobres (“em tese”), quer simplesmente se apropriando de tudo.
 
O fato é que os índices de igualdade/desigualdade têm sido usados para aferir a competência ou “avanço” de um país. O que pode revelar uma ilusão, uma vez que desigualdade não significa pobreza. E igualdade nada tem a ver com riqueza. Ora, se observarmos a história, veremos que TODOS os governos socialistas/comunistas se apropriaram de toda a riqueza, a distribuíram para um grupo seleto de pessoas (políticos, claro), e aplicaram a “igualdade” deles, tornando todos os demais igualmente miseráveis…
 
Pois é fato que a “igualdade comunista” é um prato azedo que os cozinheiros reservam apenas para os comuns. A eles e aos “companheiros”, sempre é reservado a dureza de saborear o caviar.
 
Mas, deixando de lado os regimes comunistas, existem diversos partidos, ONG’s e organismos internacionais que defendem o índice de igualdade/desigualdade. A própria ONU (claro, sob influência ideológica comunista) criou o PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que prega abertamente uma ideologia intervencionista como meio de verificar o “desenvolvimento” de um país. Uma aberração que não resiste aos fatos.
 
UMA LIÇÃO DE LÓGICA BÁSICA
 
Peguemos um pequeno país agrícola, miserável e subdesenvolvido: a Etiópia. Todos lá são igualmente miseráveis e passam fome. Seu índice de igualdade é superior ao da Alemanha, por exemplo. Mas, onde você gostaria de viver? Etiópia ou Alemanha?
 
Suponhamos outro cenário. Por alguma razão, um grupo de empresários resolve investir bilhões na Etiópia. Dezenas de fábricas são abertas, o comércio e a economia local têm um rápido crescimento. Em pouco tempo se terá uma classe média, e milhões serão beneficiados. PORÉM, o índice de desigualdade aumentará, POIS A ECONOMIA MELHOROU e, em que pese a economia ter melhorado para TODOS, melhorou mais para uns que para outros (novamente, alguns foram mais capazes e conseguiram os melhores empregos, ou abriram negócios). Então vem a pergunta óbvia: você preferiria a miséria e a fome igualitária de antes, ou riqueza de alguns, com a melhoria de condições de vida para todos?
 
Vejamos outros casos:
 
– A Índia, com seus milhões de miseráveis é superior ao Japão em termos de igualdade. Novamente a pergunta: onde você gostaria de viver?
– Cuba e Coréia do Norte são superiores aos Estados Unidos em termos de igualdade.  E por aí vai…
 
 
QUAL O RISCO DO USO DO FATOR DE IGUALDADE PELOS GOVERNOS?
 
 
O primeiro e mais óbvio: é que se deixa de perseguir a riqueza de um país como meta, para se perseguir a miragem da igualdade, o que traz consequências imediatas num mundo competitivo e globalizado. Mas, para isso, façamos a comparação entre 2 governos:
 
O País “Direita Azul”: reduz os impostos, diminui a burocracia, permite que as empresas e os ricos tenham competitividade para criar, empreender e investir, bem como tem garantias legais de estabilidade.
Resultado: com incentivo para produzir, tranquilidade para planejar e impostos baixos, os produtos se tornam baratos. Em consequência disso, os pobres podem comprar mais com o mesmo salário, os produtos tem competitividade externa e o país exporta, gerando riqueza e desenvolvimento. Há mais empregos e, consequentemente, o salário aumenta.
 
O País “Esquerda Vermelha”: aumenta impostos (para, “em tese”, dar aos pobres). Aumenta a burocracia. Taxa “os ricos e indústrias” que repassam isso para os preços. Gera incerteza jurídica através de juízes “inventivos” que sempre mudam as regras, o que faz os preços aumentarem ainda mais, por terem esse “risco” embutido.
Resultado: sem incentivo, a produção diminui e os empregos e salários caem. Novos projetos são raros por conta da instabilidade jurídica, e os produtos são muito caros (compare um carro brasileiro e um americano). Em consequência disso, as pessoas compram muito menos com seus salários, os produtos tem menos competitividade e o país passa a importar/ser dependente de tecnologia externa, empobrecendo a economia nacional.
 
 
O SOCIALISMO BRAZUKA 
 
 
É interessante notar que MESMO países comunistas (Cuba, China), ou estão abandonando ou já abandonaram completamente a ideia de “busca da igualdade”, na medida em que se renderam ao fato de que o “desejo de poder econômico individual” é uma mola propulsora para as economias. Ora, se não fosse por buscarmos um padrão de vida superior ao de nossos vizinhos, por qual razão haveríamos de estudar mais, trabalhar mais, nos dedicar mais? Pois, é inerente ao homem a busca “de algo melhor”. Bem como é inerente aos líderes a busca da liderança. Sufocar isso por meio de um Estado gigante e policiador foi algo tentado, em vão, por todos os regimes comunistas do passado. Com consequência drásticas. 
 
Porém, aqui em terras tupiniquins, onde a miséria existente é fruto de um sistema político corrupto, tem-se o uso, pela própria classe causadora dessa desgraça (a classe política), do “jogo do empurra”. Nossos “comunistas caviar”, não cansam de afirmar, do alto de seus carros importados, que a culpa de tudo cabe à classe média, à “elite branca” do Brasil. 
 
O que o povo, muito lentamente, tem descoberto, é que mais impostos, burocracia e “ativismo político judicial”, apenas aumentam contas bancárias na Suíça, e não propriamente o nível de vida do povo.
 
Quando acordaremos?
 
 
Iran P. Moreira Necho