LIberdade de escolha

 

– Método e Um Aviso Inicial

Direita. Liberdade. Gays. Três assuntos extremamente complexos e por vezes indefiníveis. E, em tempos em que as liberdades individuais são alvo constante de estratégias comunistas/socialistas, creio que os temas clamam por debate e explanação.

Mas, antes de iniciar, devo dizer que sou heterossexual e pai de 2 filhos que amo. Bem como sinto atração por mulheres “fortinhas” (magras não me atraem), e apenas mulheres. Bem como acredito na monogamia e nos princípios cristãos, sendo o maior deles o amor ao próximo.

Portanto, não. Este texto não está sendo escrito por um gay ou um “gay enrustido”. Mas se você é um Bullier ou Troll, e resolver me chamar de “gay”, irei ignorá-lo como a uma criança que me chamasse repetidamente de “vegetariano”, enquanto como meu hambúrguer num bar… “Gay”, não é insulto. É uma condição humana.


– Gays, Comunistóides e Vacas

Por outro lado, “Gay” não é um cara que sai pelado em plena luz do dia, fazendo ofensas às crenças alheias. Isso é um idiota, ou um comunista/socialista. Ou ambos. Muitos deles pagos. Muitos deles, sequer são gays.

E eu sei, também, que o simples fato de me confessar um “assassino de vacas” (como carne. Vermelha e ao ponto, de preferência) pode trazer cólera, caso você seja um hinduísta. Mas vamos fazer um trato, não te ofenderei por você endeusar um quadrúpede (por mais que eu ache isso estranho), e você, em compensação, respeitará a minha liberdade de colocar seu “deus” num espeto e grelhá-lo (por mais que isso seja contra suas escrituras)…

Portanto, nem eu farei churrascadas em frente a seus templos, apenas para te ferir, nem vocês farão barricadas em frente a churrascarias, apenas para me ofender. Estamos combinados?

Feitas estas considerações, vamos ao texto principal.



 * A “DIREITA” e os GAYS


A Direita, quer queiramos ou não, tem diversas semelhanças com os gays. Mais do que se possa imaginar:

 

a) a necessidade de “sair do armário” e se assumir, sem vergonha de sua própria identidade, tendências e opiniões;

b) a perseguição impiedosa e ofensiva feita por pessoas que pensam diferente (esquerda/socialistas/comunistas);

c) a ausência de espaços (partidos políticos, ONGS) onde você possa ser “aquilo que você é”, sem medo de olhares de reprovação ou até mesmo de ser agredido (psicológica, verbal ou até fisicamente);

d) o sentimento de ser um “alien” no meio do pensamento massificado;

e) ser julgado como um “ser mau”, apenas por uma entre outras diversas características pessoais. No caso, o pensamento político-econômico.


Por isso, quando vejo nas redes sociais, este ou aquele texto, supostamente oriundo da Direita, atacando gays, a primeira coisa que me vem à mente é a de um comunista enrustido, tentando semear a discórdia na nobre causa da libertação do homem, objetivo maior dos movimentos de Direita.

E essa desconfiança ganha cada vez mais sentido, quando observamos movimentos da indústria do cinema (comunismo cultural), vergonhosamente tentando distorcer a história, fazendo parecer ser a Direita quem persegue as minorias sexuais, e não o contrário.


– Direita, Religião e Conservadorismo

O que não se pode permitir é a confusão entre CONSERVADORISMO RELIGIOSO (CR) e DIREITA. São coisas diferentes. Isso porque é possível ser um “CR” e ser comunista, como se observa nos movimentos islâmicos revolucionários, onde quase todos são de matriz socialista (entendeu agora o porquê do apoio da Esquerda para eles?).

Isto para não falarmos na ausência de uniformidade – em especial no caso do Brasil – onde pode-se ser um “CR” (conservador religioso) espírita, católico ou evangélico. Cada um deles terá uma “moral” própria. E isso para não entrarmos nas centenas de subdivisões e tendências que cada “sub-ramo” dessas religiões comporta.

Portanto, se sua religião é contra o aborto, a homossexualidade e aborda temas morais, sinto informar: Isto não te torna um “Direita”. Pois comunistas podem pregar exatamente a mesma coisa.

Aliás, os maiores casos de violação contra os direitos dos gays vem exatamente da Esquerda (Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Irã, etc), muito mais do que de países tidos como “Direita” (EUA, Canadá, etc). E isso vem desde os tempos da União Soviética, e encontra-se presente até hoje nos movimentos islâmicos, onde se observa a “propaganda” de guerra dos mesmos, ao comemorar enquanto atiram gays de prédios.

Por último, não se pode perder de vista que é completamente possível ser CONSERVADOR em vários aspectos (direito penal, família, etc) e ser GAY ao mesmo tempo. Aquilo que as pessoas fazem na intimidade de seus lares não necessariamente gera um impacto no modo como se enxerga todos os demais aspectos da existência. Um exemplo disso é o movimento de Direita “Right Pride” nos EUA (www.rightpride.org), que congrega diversos conservadores Gays. E é um sacrifício que poucos ousam, pois um gay de direita tem o sacrifício extra de “sair do armário” duas vezes, pois há uma gigantesca pressão para que todo e qualquer gay assuma bandeiras vermelhas. Como se ser comunista/socialista significasse qualquer humanidade.

– Subversão histórica


Mas como explicar, então, a inacreditável participação de gays em partidos e movimentos de esquerda que, enquanto defendem minorias no Brasil, apoiam o Hamas, que prende e tortura qualquer um que desconfiem ser gay? (https://en.wikipedia.org/wiki/Human_rights_in_the_Palestinian_territories)

Trata-se, por um lado, de ausência de formação política e ingenuidade (gays que se tornam “esquerda”), e puro e simples “duplipensar” do outro.  https://pt.wikipedia.org/wiki/Duplipensar

Afinal, o objetivo maior dos comunistas/socialistas é e sempre foi o poder, a qualquer custo. Sejam quais forem as consequências. Logo, prometer a defesa dos gays, ao mesmo tempo em que se apoia a prisão e a tortura deles em outro país, não é nenhum problema, desde que isso não afete o projeto de poder.


– Estratégia da “Vilanização Sistemática”

Mas o principal ponto que desejo ressaltar, ainda não percebido pela Direita, corresponde à estratégia retórica que chamo de “Vilanização Sistemática”, a qual explicarei parcialmente, apenas para fins de clarificação.

Um dos vetores que tiram um indivíduo de sua inércia política corresponde à luta contra aquilo que passe a entender como “vilão”. O homem move-se, queiramos ou não, muito mais motivado pelo ódio, que pelo amor. Para destruir um inimigo, o homem se levantará de madrugada para enfrentar uma marcha de quilômetros, mas, muito frequentemente, não erguer-se-á da cadeira para auxiliar um parente, do outro lado da rua.

Então, a retórica da vilanização sistemática corresponde a uma série de atos políticos, pelos quais se propõe um “paraíso ideal”, enquanto sabe-se que seria impossível implementá-lo. A estratégia visa: a) demonstrar que o “paraíso” é realizável; b) engajar as vítimas na luta/campanha por tal “paraíso”; c) provar que tal “proposta” resolverá todos os sofrimentos existenciais das vítimas; d) fazer com que o inimigo (Direita, religiosos, etc) seja forçado a negar tal “paraíso”.

O resultado será uma revolta. Tremendos sentimentos de frustração e de ódio, que serão então aproveitados por outras estratégias. A partir daí, destruída racionalmente e motivada por vingança, a vítima deixará de perceber aberrações. Como o fato de que a mesma “mão” que a defende aqui, assassina seus semelhantes em diversos países do mundo.


– Entendendo a “Vilanização Sistemática”, na prática

No caso do Brasil, se houvesse seriedade, diversas campanhas poderiam ser feitas, não apenas para defender gays de violência, mas também minorias religiosas, de um modo inteligente e efetivo. Mas isso, apenas se houvesse o desejo sincero de se lutar contra a intolerância, quer seja sexual, política, racial ou religiosa.

Porém, quando a Esquerda: a) cria uma “cartilha sexual” para crianças, sem perguntar a opinião dos pais; b) defende a mudança de sexo a partir da “decisão” de crianças de meros 10 ou 12 anos, contra a vontade dos pais; c) defende que meninos possam/devam frequentar banheiros de meninas, a partir da decisão da comunista de plantão na escola… O que se pretende com isso? Vilanizar a religião e aqueles que defendem o conservadorismo religioso, sejam de Direita ou não.

Primeiramente, crer que tal “cartilha sexual” para crianças seja útil, é algo tão tolo quanto acreditar que mesmo uma criança de 10 anos não saiba o que é um gay, ainda mais com a internet. Na verdade, nenhuma das medidas serve para diminuir a violência contra os gays. Pelo contrário. O objetivo maior é gerar mesmo uma reação negativa, ao mesmo tempo em que se “vende o paraíso”. Como se a simples implementação de tais medidas fosse capaz de anular o preconceito.

Portanto, os religiosos precisam estar em alerta para não caírem nessa estratégia comunista/socialista. E a Direita, em especial, para que não seja envolvida com tais reações.

O objetivo maior dessa estratégia, consiste justamente em que os gays sejam atacados e humilhados para que, sem saída e com ódio de todas as religiões, se percam para o inferno disfarçado de paraíso do comunismo/socialismo.



SOBRE a LIBERDADE e a DIREITA


Feitas as considerações de ordem mais pragmática, me permitirei, com relação a este tema, filosofar. Ainda que rasamente.


– Do Tamanho e Poderes do Estado

A maioria das pessoas, quando mentaliza a função do Estado, parte da falsa premissa de que seriam elas próprias, com seus valores pessoais “corretos”, as que estariam nas rédeas desse titã. Por isso, não raramente, nos vemos a defender poderes e até mais impostos pois, do contrário, tal entidade não teria meios para alcançar os nobres desideratos que imaginamos.

Mas, e se o arado tivesse vontade própria e discernimento? Seria sábio ao fazendeiro lhe dar mais poderes do que a ele mesmo? Certamente terminaria seus dias, ele próprio, a arar a terra, tendo o arado (Estado) como senhor. O mesmo ocorre com o Estado e seus burocratas.

As leis e liberdades individuais devem ser implementadas de um modo que, mesmo que nosso pior inimigo ascenda à presidência, ainda assim nos sintamos seguros. Pois, frequentemente isso ocorre, visto não haver maior inimigo da liberdade do que aquele que vive da liberdade alheia. Nem há maiores inimigos do trabalho e progresso, que aqueles que, entre regras e carimbos, policiam o trabalho e regulam o progresso alheio.

É preciso, portanto, que a realização de nossos sonhos e objetivos derive mais de nossos atos e méritos que da benevolência e poder do Estado. Pois, em mãos erradas, o sonho torna-se pesadelo. A corrupção e decadência se instalam. E não haverá desejo maior dos cidadãos, que o de não terem concedido tamanhas forças aos burocratas que juraram um dia os defender.



– Das Liberdades individuais


A Esquerda nos desarmou, sob a desculpa de que nos protegeriam e, agora desprotegidos, somos vitimados pela violência por um lado, e pela ineficiência policial do outro.

A Esquerda estatizou a economia, pois disseram que o Estado aplicaria melhor nosso dinheiro, que a ganância dos particulares. Agora somos vítimas da ganância corrupta dos socialistas/comunistas que se instalaram no poder.

A Esquerda vendeu seu apoio a religiosos. Agora cada credo e fé treme ante a perspectiva de um Estado que se imiscui nas decisões e escolhas pessoais. Que impõe ditatorialmente seus pontos de vista. Que tenta sufocar opiniões divergentes.

E eis que os fazendeiros, seduzidos pelas promessas do arado, lhe entregaram todos os direitos, fortuna e liberdades de escolha. Pois cada qual dos fazendeiros, ao pretender impor suas visões, credos e sonhos aos demais fazendeiros, não vislumbrou a possibilidade do arado ter prometido o mesmo a todos. E assim, por não respeitar a liberdade alheia, terminaram todos como escravos.



– A Liberdade: Objetivo maior da Direita



Por isso, não é outro o objetivo da Direita, senão lutar pela máxima liberdade que se possa dar ao homem, enquanto não interfira no direito de seu semelhante. Seja ele um gay, um empresário, um cristão, um vegetariano, um hindu ou um ateu.

Cada “fazendeiro”, seja um pequeno empreendedor, trabalhador ou estudante, tem o direito de sonhar e se arriscar. Livre das amarras, regras e garras dos burocratas, que nada mais visam senão a corrupção e o poder.

Afinal, somos todos “fazendeiros”, dentro dos grandes campos de nossa existência. Orgulhosos do duro suor de nossos rostos, de nossos erros e acertos. E, se há algo que não desejamos, é que um “gigantesco arado” venha a agir e errar por nós. Deixem-nos arar a terra. Deixem-nos errar por nós mesmos. Permitam-nos crescer e aprender. Pois, ainda que possam existir “arados” (Estado) bem intencionados, a liberdade, o direito de autorrealização e a busca de felicidade são insumos que “fertilizam” muito mais, e dão sentido à realização humana na terra.

Fazendeiros de todo o mundo, uni-vos pela liberdade!



Iran P. Moreira Necho

 

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